<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:geo="http://www.w3.org/2003/01/geo/wgs84_pos#" xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/"
	>

<channel>
	<title>Antonio Bueno</title>
	<atom:link href="http://antoniobueno.wordpress.com/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://antoniobueno.wordpress.com</link>
	<description>O cenário econômico global e cultura da soja no Brasil. Questionamentos e caminhos.</description>
	<lastBuildDate>Tue, 14 Oct 2008 02:57:52 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-br</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.com/</generator>
<cloud domain='antoniobueno.wordpress.com' port='80' path='/?rsscloud=notify' registerProcedure='' protocol='http-post' />
<image>
		<url>http://s2.wp.com/i/buttonw-com.png</url>
		<title>Antonio Bueno</title>
		<link>http://antoniobueno.wordpress.com</link>
	</image>
	<atom:link rel="search" type="application/opensearchdescription+xml" href="http://antoniobueno.wordpress.com/osd.xml" title="Antonio Bueno" />
	<atom:link rel='hub' href='http://antoniobueno.wordpress.com/?pushpress=hub'/>
		<item>
		<title>Que fazer?</title>
		<link>http://antoniobueno.wordpress.com/2008/10/13/que-fazer/</link>
		<comments>http://antoniobueno.wordpress.com/2008/10/13/que-fazer/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 14 Oct 2008 00:32:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>totebueno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://antoniobueno.wordpress.com/2008/10/13/que-fazer/</guid>
		<description><![CDATA[Nesta segunda-feira, 13 de outubro de 2008, o Diário de Cuiabá publicou matéria assinada por Marcondes Maciel e intitulada “Nada a fazer, afirmam os analistas do mercado”. Ao discordar da afirmação acima referida, permito-me oferecer argumentos em defesa da tese de que poucas vezes na história da agricultura brasileira (e da própria história da economia [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=antoniobueno.wordpress.com&amp;blog=5136430&amp;post=7&amp;subd=antoniobueno&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Nesta segunda-feira, 13 de outubro de 2008, o <strong>Diário de Cuiabá</strong> publicou matéria assinada por Marcondes Maciel e intitulada <strong>“Nada a fazer, afirmam os analistas do mercado”.</strong></p>
<p align="justify">Ao discordar da afirmação acima referida, permito-me oferecer argumentos em defesa da tese de que poucas vezes na história da agricultura brasileira (e da própria história da economia brasileira) houve tanto por fazer.</p>
<p align="justify">Devido à falta de visão dos poderes Executivo e Legislativo dos EUA e também dos participantes do mercado financeiro naquele país, o mundo enfrenta crise de liquidez e de confiança de consumidores e de investidores globais,a qual desafia os esforços coordenados dos gestores econômicos e dos bancos centrais dos mais diversos países.</p>
<p align="justify">Bem entendido, essa crise será superada com altos custos econômicos e sociais para todos os países envolvidos, inclusive para o Brasil e demais emergentes. É preciso, entretanto, aqui mencioná-la, não para analisar as suas causas ou propor outras ações corretivas além daquelas já amplamente noticiadas pela imprensa nacional e internacional.</p>
<p align="justify">A menção à crise internacional no contexto desta análise serve aqui para sinalizar outra crise, para alguns de mais difícil percepção, mas não menos perigosa e não mais fácil de lidar. Trata-se da exaustão do obsoleto modelo brasileiro de desenvolvimento.  A esta altura  dos acontecimentos, tal modelo ainda está vinculado a dois alicerces podres: (a) a moeda nacional sobrevalorizada (irresponsavelmente valorizada) e (b) os ganhos setoriais decrescentes de produtividade, os quais mal dão conta de prover equilíbrio dinâmico à balança comercial.</p>
<p align="justify">Essa conjugação explosiva do Real até muito recentemente supervalorizado e de queda de produtividades setoriais estava a ensejar condições ideais para o ressurgimento de graves pressões inflacionárias em nosso país. A falha do modelo aqui referido somente agora passa a ser melhor percebida em seus contornos perversos.</p>
<p align="justify">Nunca a taxa cambial brasileira foi tão indecentemente favorável às empresas multinacionais que vinham batendo todos os recordes mensais de repatriação de lucros e dividendos, para o gáudio e a felicidade geral de suas matrizes no exterior. Possivelmente brindavam todos os dias à maravilhosa (para elas) taxa brasileira de câmbio.</p>
<p align="justify">Nunca os exportadores em nosso país, assim como os produtores brasileiros de <em>tradable commodities,</em> mormente os produtores de soja (o complexo soja responde por algo entre 10 e 12 % do valor total das nossas exportações) viram seus esforços para manter o nariz acima d’água tão severamente sabotados por taxa de câmbio tão inadequadamente sobrevalorizada.</p>
<p align="justify">Tivessem sido tomadas (e ainda podem ser tomadas) decisões difíceis, mas imperiosas, destinadas a impedir a excessiva valorização do Real, estaria possivelmente a ponto de materializar-se em nosso Brasil, algo que os chineses, coreanos e japoneses conhecem muito bem, ou seja, “a economia orientada para a exportação” (<em>export oriented economy</em>), com acelerados ganhos de tecnologia, maior resistência aos efeitos deletérios das crises internacionais e máximo aproveitamento de oportunidades de criação de empregos de exportação.</p>
<p align="justify">E o que temos agora neste mundo em crise? Temos sim a perspectiva de desemprego e de inflação crescentes e a nossa agricultura de exportação em regime pré-falimentar. É possível reverter esse quadro? É sim, desde que desmascarados alguns mitos econômicos, afirmações axiomáticas e “meias verdades icônicas”.</p>
<p align="justify">Nossa agricultura de exportação e quase todas as indústrias a ela vinculadas (entre outras, as indústrias de tratores, equipamentos agrícolas, fretes, adubos, defensivos, bens e serviços voltados para o atendimento de cidades médias no interior &#8211; sobretudo no Centro-Oeste) não têm como sobreviver com  o Real cotado a 2:1 ou a menos do que 2:1. Talvez a razão exata que corresponde ao limiar preciso de sobrevivência dos agricultores de exportação não seja precisamente de 2:1, mas não deverá diferir muito dessa proporção.</p>
<p align="justify">Para salvar a agricultura, dinamizar as exportações sem criar excessivas pressões inflacionárias e começar a criar empregos, <span style="text-decoration:underline;">além de criar imediatamente um Fundo Federal destinado a absorver parcela importante da dívida agrícola, não há como prescindir de uma política gradualista de redução de tarifas de importação</span>.</p>
<p align="justify">É necessário entender qual é a dinâmica dos fatos a serem determinados pela redução gradual das tarifas de importação. Os importadores irão aumentar suas compras de bens importados e para tanto aumentarão a demanda por dólares. Esta maior demanda pela moeda forte provocará a gradual valorização do Dólar norte-americano (ou a desvalorização do Real brasileiro, o que vem a ser a mesma coisa).</p>
<p align="justify">A maior competição dos bens importados com os bens nacionais forçará nossas empresas voltadas para o atendimento ao mercado interno a buscar a modernização e a adotar novas tecnologias de produção e de gerenciamento.</p>
<p align="justify">A gradual e crescente desvalorização do Real (não confundir com a atual e possivelmente <span style="text-decoration:underline;">efêmera desvalorização especulativa</span> da nossa moeda) redundará em crescentes ganhos marginais para os nossos sojicultores, para outros produtores agrícolas de <em>commodities</em> exportáveis e <span style="text-decoration:underline;">para todas as nossas empresas com potencial exportador</span>. Em suma, salvará a lavoura.</p>
<p align="justify">Não são poucas as empresas brasileiras com potencial de exportação e as mesmas serão obrigadas a contratar quadros adicionais, criando novos postos de trabalho, na medida em que aumentar gradualmente a demanda externa por seus produtos .</p>
<p align="justify">O raciocínio aqui contido é simples e há muito tempo muitos dentre os nossos economistas estão familiarizados com o mesmo. Cumpre porém não subestimar a oposição, que será feroz ainda que injustificada.</p>
<p align="justify">Argumentos falsos serão arrolados, como a lamentável alegação de que o Brasil só deveria reduzir taxas de importação mediante ampla barganha destinada a forçar os EUA a reduzir os seus subsídios agrícolas. Esta desculpa é inteiramente irrefletida. O estado norte-americano da Califórnia possui um PIB de 1,7 trilhão de dólares aproximadamente (13 % do PIB dos EUA), ao passo que o total do PIB brasileiro em 2007, conforme o BACEN, totalizava cerca de 1,3 trilhão de dólares, Ora que formidável poder de barganha é esse?</p>
<p align="justify">Também será argüido que como membro do MERCOSUL o Brasil não poderá furtar-se a adotar a Tarifa Externa Comum daquela organização.</p>
<p>Ora, entre escolher (a) salvar a agricultura brasileira de exportação, impedir trágicos e generalizados indicadores de desemprego nacional e viabilizar novo e defensável modelo de desenvolvimento baseado em economia voltada para a exportação; ou (b) viabilizar o desmoralizado MERCOSUL, que se opte pela primeira alternativa.</p>
<p>O Chile há tempos aplica às suas importações a tarifa externa única de 6 %. A economia chilena é saudável.</p>
<p><em>Copyright (C) Antonio Bueno. Todos os direitos reservados. Permitidas apenas a reprodução e a distribuição do texto na íntegra, desde que citado o nome do autor. A reprodução parcial ou editada do texto é expressamente vedada.</em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/antoniobueno.wordpress.com/7/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/antoniobueno.wordpress.com/7/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/antoniobueno.wordpress.com/7/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/antoniobueno.wordpress.com/7/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/antoniobueno.wordpress.com/7/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/antoniobueno.wordpress.com/7/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/antoniobueno.wordpress.com/7/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/antoniobueno.wordpress.com/7/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/antoniobueno.wordpress.com/7/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/antoniobueno.wordpress.com/7/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/antoniobueno.wordpress.com/7/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/antoniobueno.wordpress.com/7/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/antoniobueno.wordpress.com/7/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/antoniobueno.wordpress.com/7/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=antoniobueno.wordpress.com&amp;blog=5136430&amp;post=7&amp;subd=antoniobueno&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://antoniobueno.wordpress.com/2008/10/13/que-fazer/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="http://1.gravatar.com/avatar/10d72d90c19086beeff4372991e1bfd7?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">totebueno</media:title>
		</media:content>
	</item>
	</channel>
</rss>
